Artigos com o marcador quilombolas
Cerâmica histórica, encontrada em Tanhaçu durante escavação em obra, pode ter 1.500 anos
08/08/11
Rede Bahia | G1
Peça foi encontrada durante construção de quadra de esportes em Tanhaçu. Iphan encaminhou técnico para local e diz que ainda não tem como especular. Pode ter sido de escravos ou de uma tribo Tupi que habitou o local há 1.500 anos.
Um artefato histórico tem chamado atenção e atraído muita gente para o povoado de Tucum, no município de Tanhaçu, a 499 km de Salvador. De acordo com Carlito Augusto Oliveira, presidente da Associação das Comunidades Quilombolas de Tanhaçu, uma peça de cerâmica com aproximadamente dois metros de profundidade foi encontrada por operários durante uma obra da prefeitura da cidade para a construção de uma quadra de esportes na última quarta-feira (3).
A promotora do Tribunal de Justiça em Tanhaçu, Soraya Meira Chaves, solicitou a suspensão da obra no local para que a peça encontrada seja avaliada por especialistas. “A peça foi encontrada por operários da obra em um processo de escavação. Pedi a suspensão com o intuito de preservar o artefato porque é um indicativo de uma peça arqueológica”, explica a promotora.
RTID beneficia território quilombola de Vitória da Conquista
13/02/10
por Juscelino Souza | A Tarde
A comunidade quilombola do Velame, a 509km de Salvador, formada por 73 famílias descendentes de escravos, é a primeira do sudoeste baiano e a segunda no Estado a ser beneficiada com o Relatório Técnico de Identificação e Delimitação (RTID) este ano. Os trabalhos para conseguir o RTID tiveram início em 2008.
De acordo com o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), o documento, publicado no Diário Oficial da União (DOU), é a fase mais complexa para a titulação de um território quilombola.
Em resumo, o RTID aborda a história da comunidade, a ancestralidade, a tradição e a organização socioeconômica dos remanescentes de quilombos, além de identificar e delimitar o território.
Passado esse processo, o órgão deve iniciar a notificação das cinco propriedades inseridas no território, numa área delimitada de 1,8 mil hectares e, em seguida, é estipulado um prazo de 90 dias para eventuais contestações dos proprietários de terras inseridas nas delimitações pelo relatório.

















