Artigos com o marcador esvaziamento

Ausência das barracas afasta banhistas das praias de Salvador no feriado

A Tarde

Sob um sol tímido e tendo que atravessar os escombros resultantes da demolição das barracas para enfim chegar à areia, poucos banhistas se aventuram a curtir as praias da cidade neste feriadão. Em lugar dos estacionamentos lotados de outrora, o vazio anuncia apenas os montes de entulhos que sobraram depois do trabalho das retroescavadeiras.

Praias vazias neste sábado. Turistas migraram para outros municípios

Moradores do bairro de Stella Mares, a dona de casa Railene Nunes e o industriário Helder Soares chegaram cedo para levar as filhas Alice, de 2 anos, e Júlia, de 6 meses, para passear na praia. Acomodados sobre toalhas na areia e sob a sombra de um guarda-sol, o casal conversava sobre a “nova praia” exatamente no momento em que foi abordado pela reportagem

“Para nós, que trazemos crianças, ficou complicado, porque não tem banheiro, ficamos sem a mínima estrutura. Agora nem penso mais em passar o dia na praia, tá muito inseguro”, comenta Railene.

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Clubes recreativos “desaparecem” em meio ao boom da internet, diz IBGE

do Último Segundo

Com a mudança de hábitos, muitas dessas instituições entraram em decadência e perderam terreno para outros espaços de convivência

Clubes cada vez mais vazios nos finais de semana. Jovens preferem shows e internet para se sociabilizarem

Menos TV e (muito) mais internet. Menos clubes recreativos e mais universidades. Menos livrarias e mais museus e bibliotecas. Em dez anos, os municípios brasileiros tiveram mudanças consideráveis na utilização dos chamados equipamentos culturais e meios de comunicação, de acordo com a mais recente pesquisa sobre o Perfil dos Municípios Brasileiros – Gestão 2009 (Munic), do IBGE.

A análise do percentual das atividades culturais presentes nos municípios mostra crescimento de espaços públicos em detrimento dos núcleos particulares de entretenimento.

Exemplo é que, nesse período, os clubes recreativos, espécies de redutos tradicionais de classe média alta, desapareceram em boa parte do País: eram espalhados em 70,4% dos municípios mas, até o ano passado, estavam presentes em apenas 61,4%. Isso significa que nos últimos anos muitas famílias deixaram de frequentar esses espaços de lazer, esporte e cultura. Com a mudança de hábitos, muitas dessas instituições entraram em decadência e perderam terreno para outros espaços de convivência.

Clique no gráfico para ampliar:

O período coincide com o incremento da classe média brasileira, sobretudo a partir de 2005, e a democratização do acesso à internet. No mesmo período, o acesso à TV aberta diminuiu. Antes presente em 98,3% dos municípios, a cobertura, em 2006, era de 95,2%.

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