Artigos com o marcador cientistas
Gravidade da Terra não tem força suficiente para atrair o asteroide 2005 YU55, dizem cientistas
08/11/11
Último Segundo
Apesar do corpo celeste, de 400 metros de diâmetro, chegar a uma distância menor que a Lua, o planeta não corre risco.
Um asteroide de 400 metros de comprimento passará perto da Terra na terça-feira (8), em uma aproximação rara que não representa risco de impacto para o planeta. Quando eles se aproximar, às 21h28 (horário de Brasília) desta terça-feira (8) ele estará a apenas 324.600 quilômetros da superfície da Terra – mais próximo que a Lua. O fenômeno representa uma ótima oportunidade para astrônomos de todo o mundo poderem estudar asteroides e sua rota.
A trajetória do asteroide 2005 YU55 é bem conhecida dos cientistas e não representa nenhum problema de impacto na Terra. Até mesmo a influência gravitacional do asteroide não terá efeito detectável no planeta, não alterando as marés e muito menos nas placas tectônicas. Se o tempo permitir, curiosos poderão ter a chance de ver, com o auxílio de um telescópio com lente de diâmetro de 15 cm, uma pequena mancha do asteroide no céu. Também será possível observar o fenômeno no Brasil, porém a visualização será melhor no Hemisfério Norte.
Em 1989, satélite caiu na Bahia e assustou moradores de Santa Luz
24/09/11
A Tarde
Em 1989, os moradores da comunidade de Rio de Peixe, zona rural do município de Santa Luz, região sisaleira baiana, viveram a “experiência” de quase serem atingidos por três esferas de ferro que caíram incandescentes do céu. Tratava-se de três contêineres de 80 centímetros de diâmetro e 13 quilos cada uma que faziam parte de um satélite da antiga União Soviética.
Na época, o físico nuclear Alberto Brun Novais da Universidade Federal da Bahia se surpreendeu com o fato dos moradores de Santa Luz terem levado tanto tempo (oito meses) para comunicar a queda do material na região. Ele observou que as pessoas que tiveram contato com o lixo espacial poderiam ter o mesmo destino das vítimas do césio 137 de Goiânia, “pois muitas peças cósmicas possuem ampolas radiotivas de urânio ou plutônio”, revelou.
Viagem no tempo é impossível, diz experimento em Hong Kong
25/07/11
Info Online
Cientistas afirmam ter encerrado um debate de mais de 10 anos e comprovado que um único fóton não pode viajar mais rápido do que a luz. O experimento não apenas mostraria que a teoria elaborada por Albert Einstein estava certa –e que nada viaja mais rápido do que a luz no vácuo – como poderia encerrar as esperanças de algum tipo de viagem do tempo baseada na superação dessa velocidade.
Um grupo de físicos da Hong Kong University of Science and Technology (HKUST) liderados pelo professor Shengwang Du demonstrou que um único fóton (unidade básica da luz) também obedece à teoria da Relatividade de Einstein, e não consegue viajar mais rápido do que os 2.998 x 108 m/s da luz. Com a ajuda de lasers, os cientistas conseguiram separar um único fóton e medir sua velocidade no vácuo, encerrando um debate sobre a verdadeira velocidade da informação carregada por estas partículas.
Cientistas apresentam braço biônico controlado pelo pensamento
18/02/11
O Globo
Braço ortopédico pode, inclusive, reproduzir parte das sensações da pele. Tecnologia redireciona os sinais dos nervos lesionados aos músculos.
Um grupo de cientistas nos Estados Unidos apresentou na quinta-feira (17) o primeiro braço biônico que pode ser movido com impulsos cerebrais. O braço ortopédico pode, inclusive, reproduzir ao usuário amputado parte das sensações da pele.
Mais de 50 amputados de todo o mundo, muitos deles veteranos de guerra que perderam partes do corpo em combate, receberam próteses como estas desde que foram inventadas pelo médico americano Todd Kuiken, em 2002.
O braço utiliza uma tecnologia chamada de restauração nervosa muscular dirigida (Targeted Muscle Reinervation, TMR), que trabalha redirecionando os sinais do cérebro dos nervos lesionados aos músculos que estão intactos e em uso.
Cientistas americanos podem ter descoberto acidentalmente a cura para a calvície
18/02/11
Estadão
Cientistas criam substância que faz crescer pelos em ratos e que poderá ajudar humanos.
A descoberta acidental de uma substância que fez crescer novamente pelos em ratos de laboratório pode abrir caminho para um potencial remédio contra calvície em seres humanos. Os cientistas da Universidade da Califórnia (EUA) fizeram a descoberta, de forma inesperada, ao conduzir pesquisas sobre as maneiras como o estresse pode afetar as funções gastrointestinais.
Utilizaram então ratos geneticamente modificados para produzir em excesso corticotropina ou CRF (corticotrophin-releasing factor), um hormônio de estresse. Ao envelhecer, os roedores começaram a perder os pêlos, principalmente nas costas, ao contrário do grupo controle de ratos não modificados geneticamente.
Produção de alimentos precisa crescer 40% em 20 anos, diz estudo
24/01/11
iG | Economia
Levantamento, encomendado pelo Reino Unido, levou dois anos para ser finalizado e envolveu 400 especialistas de 35 países.
A produção global de alimentos deve crescer cerca de 40% nas próximas duas décadas para evitar o aumento da fome global, indica um estudo britânico divulgado nesta segunda-feira. O levantamento Foresight Report on Food and Farming Futures, encomendado pelo governo do Reino Unido, levou dois anos para ser finalizado e envolveu 400 especialistas de 35 países.
“Sabemos que nas próximas duas décadas a população chegará a cerca de 8,3 bilhões de pessoas”, disse John Beddington, um dos cientistas responsáveis pelo estudo. “Temos 20 anos para produzir cerca de 40% a mais de comida, 30% a mais de água potável e 50% a mais de energia”, completou. Beddinton afirma que uma das dificuldades de se mudar o sistema atual é que “ele funciona para a maioria das pessoas, mas os que estão em risco têm menos influência nas tomadas de decisões”.
Universidade nos EUA desbloqueia o Kinect para viabilizar intervenções cirurgicas à distância
19/01/11
Info Online
Imagine a cena: depois de vestir a roupa especial, desinfetar as mãos, colocar luvas e separar os instrumentos, a equipe da sala de cirurgia dá o último passo antes do início da operação: liga o videogame. Parece surreal? Nem tanto, depois que pesquisadores americanos usaram o Kinect para aprimorar e baratear técnicas de cirurgia a distância.
Foi no Laboratório de Biorobótica da Universidade de Washington que um grupo hackeou o mais novo acessório para o console Xbox 360 e aproveitou seu sensor de movimentos de uma forma nova: gerar um feedback de toque para quem está pilotando os instrumentos cirúrgicos de longe. Basicamente, o grupo conseguiu criar um ambiente virtual que “toca” localizações remotas.
Cientistas publicaram demonstração no YouTube:
A ferramenta é crucial para o sucesso desses procedimentos à distância, uma vez que, além de ver, médicos que operam com robôs precisam conseguir sentir onde estão tocando.
Astronauta diz que EUA já possuem tecnologia para viagem à Marte
10/01/11
Info Online
O astronauta Dan Barry adoraria visitar outras estrelas — algo que, acredita, será simples no futuro.
Com três viagens pela NASA no currículo, ele caminhou no espaço por quatro vezes. “É como ter superpoderes e voar como o Super-Homem. A Terra é linda”, diz. Para Barry, a humanidade precisa viajar para Marte urgentemente. Hoje professor da Singularity University, ele veio a São Paulo para dar um curso na faculdade Fiap e falou com a INFO.
INFO – Quando poderemos viajar para Marte?
DAN BARRY – Temos a tecnologia e o conhecimento necessários para mandar seres humanos para Marte agora. É só uma questão de decidirmos viajar e de gastarmos o dinheiro necessário. Se decidíssemos fazer isso hoje, poderíamos mandar alguém dentro de 16 anos. Sairia bem caro.
Bactéria descoberta por cientistas da Nasa não tem origem ‘extraterrestre’
02/12/10
G1
Equipe encontrou organismo, que cotém arsênico no lugar de fósforo, em lago na Califórnia. Elemento químico na ‘Halomonadaceae’ GFAJ-1 é tóxico para humanos.
Uma equipe da Universidade do Arizona, nos Estados Unidos, descobriu uma bactéria que utiliza arsênio como substituto ao fósforo em sua composição. O organismo foi recém-encontrado no lago Mono, no lado leste da Califórnia, nos Estados Unidos, deixando a comunidade científica em suspense. O achado abre espaço para novas concepções de vida, não baseadas nas formas tradicionais conhecidas.
Os cientistas participam de um grupo de pesquisa financiado pela agência espacial norte-americana (Nasa), que promoveu uma apresentação da descoberta na tarde desta quinta-feira (2). O pronunciamento foi feito após informações sobre a pesquisa terem chegado ao conhecimento público, gerando especulações sobre algum anúncio relacionado a vida extraterrestre.
O fósforo é um dos elementos básicos à vida, encontrado geralmente na forma inorgânica na natureza, como fosfato. Mas uma equipe integrada pelos astrobiólogos Ariel Anbar e Paul Davies publicou um artigo na revista “Science” no qual mostra a existência de uma bactéria inédita, com outra base de composição. A aposta da autora principal do artigo, a cientista Felisa Wolfe-Simon, que já fez parte de grupo de pesquisa liderado por Anbar é de este novo organismo abre margem para novas interpretações sobre os seres vivos, inclusive fora do ambiente terrestre.
Planeta com tamanho e atmosfera similares à Terra é descoberto
29/09/10
G1
Detecção foi feita por equipe de astrônomos norte-americanos. Astro está localizado a 20 anos-luz de distância do Sistema Solar.

A ilustração mostra um formato possível para o exoplaneta que orbita a estrela Gliese 581, a apenas 20 anos-luz de distância da Terra
Um astro com apenas três vezes o tamanho da Terra foi detectado a 20 anos-luz, orbitando uma estrela da constelação de Libra conhecida como Gliese 581. Astrônomos da Universidade da Califórnia e da Carnegie Institution de Washington afirmam que o planeta é o primeiro a apresentar potencial real para conter vida. A descoberta foi divulgada nesta quarta-feira (29) pela Fundação Nacional de Ciência dos Estados Unidos.
O astro fica em uma região na qual os astrônomos julgam que um planeta pode apresentar água líquida para formar oceanos, rios e lagos. No local, a distância da estrela permitiria um ambiente com clima ameno, nem tão frio, nem tão quente. A órbita do planeta ao redor da estrela Gliese 581 dura pouco mais de um mês terrestre, com as possíveis estações de ano durando apenas dias.
Aquecimento pode obrigar cidades a repor areia das praias, diz cientista
27/07/10
do G1
Preenchimento protegeria edifícios nas orlas urbanas. Material, contudo, teria que ser semelhante ao que já existe no local.
As cidades litorâneas do Brasil precisam se preparar para comprar areia. Muita areia. Segundo o pesquisador Dieter Muehe, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a elevação do nível dos mares pelo aquecimento global pode obrigar os municípios a reporem as praias “engolidas” pelo oceano.

Comparação mostra a Praia da Macumba, no Rio de Janeiro, em 2007 e em 2009. Segundo Muehe, construções à beira mar impedem que a areia recue em direção ao oceano, tornando as praias urbanas mais fáceis de serem 'engolidas' pelo mar
De acordo com Muehe, esse tipo de intervenção – comum em locais em que o mar causa muita erosão – pode se tornar cada vez mais necessária nas praias urbanas, pois nelas a areia não pode recuar em direção ao continente com a subida do nível do mar, já que na maior parte dos casos há muros ou ruas na beira da água.
O pesquisador, autor do estudo “Erosão e Progradação do Litoral Brasileiro”, publicado pelo Ministério do Meio Ambiente em 2007, é considerado um dos maiores especialistas brasileiros no estudo do litoral.
Nasa desvenda mistério da estrela ‘em movimento’, a 2,5 milhões de km/h
22/07/10
do Terra
Há cerca de 1 milhão de anos, um sistema estelar triplo viajava pela Via Láctea quando se aproximou demais do buraco negro que fica no centro da nossa galáxia. A aproximação fez com que uma das estrelas fosse absorvida e as outras duas foram jogadas fora da Via Láctea. Além disso, os dois astros acabaram por se unir e formar uma única estrela superquente e azul. Segundo a agência espacial americana, Nasa, a história parece ficção científica, mas é o cenário mais provável para o que pode ter ocorrido com a hiperveloz estrela HE 0437-5439 – que chega a 2,5 milhões de km/h – uma das mais rápidas conhecidas, três vezes mais veloz que a órbita do Sol.
A hipótese foi criada a partir de dados registrados pelo telescópio espacial Hubble, que confirmou que a estrela saiu do centro da galáxia, o que deixou os astrônomos inicialmente confusos. “Utilizando o Hubble, nós pudemos pela primeira vez traçar de onde a estrela saiu ao medir a direção do movimento da estrela no céu. Esse movimento aponta diretamente ao centro da Via Láctea”, diz em comunicado da Nasa o astrônomo Warren Brown, do Instituto Harvard-Smithsonian de Astrofísica, em Cambridge, nos Estados Unidos.
“Essas estrelas exiladas são raras na população de 100 bilhões de estrelas da Via Láctea. Para cada 100 milhões de estrelas na galáxia, aparece uma em hipervelocidade”, diz o pesquisador.
Chineses anunciam teletransporte quântico realizado com sucesso em distância de 16 quilômetros
22/05/10
do Info Online
Um grupo de pesquisadores chineses anunciou nesta semana que conseguiu teletransportar informações entre fótons a uma distância de aproximadamente 16 quilômetros de espaço livre, em um experimento pioneiro do tipo. Até agora, o chamado teletransporte quântico só havia sido realizado com sucesso a poucos metros de distância. O estudo foi publicado na revista Nature Photonics.
O experimento nada tem a ver com as máquinas de filmes de ficção científica que fazem um objeto sumir de um lugar para aparecer em outro. Na verdade, no teletransporte quântico, duas partículas (fótons ou íons) são “emaranhadas”, de modo que seus estados se tornam dependentes mesmo à distância, e cada uma passa a ser afetada a partir de interferências na outra.
No teste realizado pelos chineses, os fótons foram sincronizados ao máximo tanto em termos espaciais quanto de polarização, e aquele com mais energia foi enviado por um canal de 16 quilômetros de comprimento. Os pesquisadores perceberam, o fóton enviado ainda era capaz de responder à mudanças feitas no outro, mesmo nessa distância.
PlayStation 3 turbinado ajuda adolescentes com paralisia cerebral a mover a mão
18/03/10
do R7
Sistema mistura videogame, luva e jogos para exercitar velocidade e alcance dos dedos

Depois de três meses de "videogameterapia" dois participantes conseguiram levantar objetos pesados e realizar tarefas pessoais, como escovar os dentes
Engenheiros da Universidade Rutgers, nos Estados Unidos, modificaram um PlayStation 3 para ajudar adolescentes com paralisia cerebral a melhorar os movimentos da mão.
O sistema é uma mistura de console do PlayStation com uma luva para videogame, um sistema operacional e jogos desenvolvidos sob medida, com várias séries de exercícios, para melhorar a velocidade da mão e o alcance dos dedos. Cada videogame foi conectado à internet, para que os pesquisadores pudessem acompanhar os exercícios dos participantes e avaliar sua eficiência.
O sistema é um exemplo tanto da reabilitação visual, em que os pacientes interagem com ambientes visuais gerados por computador para fazer os exercícios, como de tele-reabilitação, em que eles realizam exercícios supervisionados por fisioterapeutas físicos ou terapeutas ocupacionais, explicou Grigore Burdea, professor de engenharia elétrica e da computação e diretor do instituto.
Mais >
Iceberg gigante se rompe na Antártida e ameaça mudar correntes marítimas
26/02/10
do Terra
Um vasto iceberg que se descolou do continente Antártico depois de ser abalroado por outro iceberg gigante pode causar alterações nas correntes marítimas do planeta e no clima, alertaram cientistas.
Pesquisadores australianos afirmam que o iceberg – que tem aproximadamente a metade do tamanho do Distrito Federal e está flutuando ao sul da Austrália – pode bloquear uma área que produz um quarto de toda a água densa e gelada do mar.
Segundo os cientistas, uma desaceleração na produção desta água densa e gelada pode resultar em invernos mais frios no Atlântico Norte. Neal Young, um glaciologista do Centro de Pesquisa de Ecossistemas e Clima Antártico na Tasmânia, disse à BBC que qualquer interrupção na produção destas águas profundas super frias na região pode afetar as correntes oceânicas e, consequentemente, os padrões de clima ao longo de anos.
“Esta área é responsável por cerca de 25% de toda a produção da água de baixo na Antártica e, portanto, irá reduzir a taxa de circulação de cima para baixo”, afirmou Neal Young.






