Artigos com o marcador barracas

Após demolição, ex-barraqueiros reergueram paraísos na orla de Salvador

Rede Bahia | Correio

Os novos empreendimentos têm mordomias como massagistas e internet, dentro de espaços luxuosos.

Era uma casa muito bacana perto da praia. Do lado de fora, era como as outras no local: tinha teto, chão e todos podiam dormir na rede. Hoje, a fachada daquele imóvel azul continua a mesma, mas o cenário do quintal mudou. Agora, a parte externa abriga a nova Barraca do Lôro, feita com muito esmero, na rua Desembargador Manoel de Andrade Teixeira, Praia do Flamengo, número 266. Em 2010, mais de 500 barracas foram demolidas por ordem da Justiça, encerrando mais de 3 mil empregos diretos:

A vocação para celebrar a vida à beira-mar foi a onda que deu ao empresário Aloísio Melo Filho, mais conhecido como Lôro, energia para reerguer seu empreendimento, que foi uma das 349 barracas de praia de Salvador demolidas por determinação da Justiça Federal, em agosto do ano passado.

“Derrubou num dia, no outro já saí procurando novo local para continuar. Esse lugar é a identificação do meu estilo de vida. Pego onda desde menino. A derrubada não seguiu os critérios devidos e a gente acabou indo no bolo. Provamos que estávamos corretos, mas não adiantou”, lembra.


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Sem barracas nas praias, comerciantes improvisam para atrair clientes

Rede Bahia | G1

Enquanto ex-barraqueiros criam alternativas, algumas pessoas levam comidas e bebidas para a praia. Barracas de Salvador e RM foram derrubadas por determinação judicial.

Após a derrubada das barracas de praia de Salvador, clientes de barracas tiveram que improvisar. Alguns trazem sua própria cerveja, salgados. Quem não trouxe seus peticos, teve que improvizar. “Aí temos que apelar para o acarajé”, diz um cliente.

Entre 2009 e 2010, todas as barracas na orla de Salvador e Lauro de Freitas foram demolidas por ordem da Justiça

Para não perder clientela, alguns barraqueiros tiverem que investir em outro formato de atendimento, mas dentro continuaram no ramo de negócio. Seu Aloísio , que era dono de uma das barracas mais famosas de Salvador, tirou de letra a crise e criou um espaço maior e mais badalado do que a barraca que tinha na praia de Aleluia. E o novo espaço fica de frente para o mar. E tem de tudo. Dá para comer, beber, tomar sol, relaxar. ”Aqui, nós conseguimos dar uma estrutura melhor para os nossos clientes”, diz o empresário.

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Expulsos da orla de Salvador e desamparados, barraqueiros procuram meios para sobreviver

Correio

A Justiça devolveu ao Ministério Público Federal o processo que tratava das barracas provisórias na orla. Enquanto isso, os antigos barraqueiros buscam alternativas para o próprio sustento.

Dona Valdete Nascimento lembra com tristeza de Seu Zé, que morreu após derrubada de barracas

“Nunca pensei que passaria a humilhação de ter que permitir que minha mulher saia de casa, todos os dias, para pedir esmola”. O desabafo emocionado e sofrido é de Valdomiro dos Santos, 68 anos. Seu Vavá, como é conhecido, era dono de três barracas na Praia de Patamares e viu seus 43 anos de trabalho serem derrubados por tratores e retroescavadeiras em agosto do ano passado.

Sem definição sobre como ficará a nova orla, ele e diversos outros ex-permissionários continuam em busca de trabalho e de uma solução para o impasse judicial, que impede a construção de novos quiosques na orla.

De acordo com Arthur Oliveira Chagas, chefe da Divisão de Gestão Patrimonial da Superintendência de Patrimônio da União na Bahia, o processo que resultou na decisão de derrubar as barracas deixou a Justiça Federal e está em análise na Câmara de Conciliação do Ministério Público Federal (MPF), autor da ação que pediu a derrubada.

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Situação caótica na orla desagrada aos comerciantes e banhistas em Salvador

A Tarde

Embalagens térmicas de isopor, protegidas com sombreiros, caixas de cervejas empilhadas, cadeiras fincadas na areia. O cenário improvisado da atual orla soteropolitana, desagrada a turistas e banhistas, acostumados com a estrutura das barracas com o conforto à beira-mar.

A paulista Camila Castro, 35 anos, mora em Salvador há dois. Para ela, falta planejamento quando se trata de ordenamento da orla. “As barracas não deveriam ser retiradas nesse período, que é início do verão. Não deveriam tirar tudo de vez”, defende.

Camila queixa-se, também, da cobrança pelo uso de cadeiras e mesas dispostas pelos comerciantes nas areias do Jardim de Alah: “A praia é pública. Antes, não acontecia assim. Está difícil para todo mundo, mas não sei qual é o motivo da cobrança”.

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Toldos poderão ser instalados na orla de Salvador, mas barraqueiros questionam número de cadeiras

A Tarde

Reunião aconteceu na sede da AGU, na Av. Paralela, mas advogados dos barraqueiros não tiveram acesso

Representantes da Prefeitura de Salvador, do Ministério Público Federal (MPF), da Advocacia Geral da União (AGU), do Iphan e do Ibama, além da prefeita de Lauro de Freitas Moema Gramacho, se reuniram nessa quarta, 15, na sede da AGU, na Paralela, para discutir o termo de ajustamento de conduta (TAC) que propõe solucionar provisoriamente a questão dos barraqueiros que ficaram sem meios de subsistir depois da demolição das barracas no mês passado.

No encontro, que durou mais de 5 horas, ficou decidida a manutenção da proposta da instalação de toldos nas praias, e cada um dos barraqueiros contemplados pelo TAC terá direito a três mesas, 12 cadeiras, seis sombreiros e duas caixas térmicas, além de uma mesa de PVC para uso próprio.

De acordo com o secretário municipal de Serviços Públicos (Sesp), Fábio Mota, que esteve presente na reunião, a próxima providência a ser tomada é  enviar o TAC para apreciação das câmaras federais e, posteriormente, para a Justiça Federal, para que o termo seja homologado.

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Ausência das barracas afasta banhistas das praias de Salvador no feriado

A Tarde

Sob um sol tímido e tendo que atravessar os escombros resultantes da demolição das barracas para enfim chegar à areia, poucos banhistas se aventuram a curtir as praias da cidade neste feriadão. Em lugar dos estacionamentos lotados de outrora, o vazio anuncia apenas os montes de entulhos que sobraram depois do trabalho das retroescavadeiras.

Praias vazias neste sábado. Turistas migraram para outros municípios

Moradores do bairro de Stella Mares, a dona de casa Railene Nunes e o industriário Helder Soares chegaram cedo para levar as filhas Alice, de 2 anos, e Júlia, de 6 meses, para passear na praia. Acomodados sobre toalhas na areia e sob a sombra de um guarda-sol, o casal conversava sobre a “nova praia” exatamente no momento em que foi abordado pela reportagem

“Para nós, que trazemos crianças, ficou complicado, porque não tem banheiro, ficamos sem a mínima estrutura. Agora nem penso mais em passar o dia na praia, tá muito inseguro”, comenta Railene.

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Em Salvador, Lula promete solução para os barraqueiros afetados na Orla

A Tarde

Ao saber da situação dos barraqueiros, Lula ficou visivelmente chateado

Um dia depois de o governador Jaques Wagner (PT) ter dito que faltou ao prefeito João Henrique Carneiro (PMDB) habilidade para resolver o problema das barracas de Salvador, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se comprometeu, durante solenidade no Palácio Rio Branco,  a mobilizar o governo federal  para buscar uma solução, inclusive financiamento, para os comerciantes que tiveram suas barracas derrubadas esta semana.

Lula disse que conversou com o governador, assim que chegou à capital baiana, e anunciou uma primeira reunião, marcada para  8 de setembro,  em Salvador, entre os ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, o ministro da Articulação Política, Paulo Bernardes, a Secretaria do Patrimônio da União  e a Advocacia Geral da União, além do prefeito João Henrique Carneiro (PMDB), que estava na solenidade.

Olhando para um João que não escondeu as lágrimas, o presidente falou: “Não sou de deixar nem companheiros nem amigos na beira da estrada”.  Lula lembrou que sobretudo os pequenos barraqueiros precisarão de ajuda financeira, mas assinalou que, devido ao período eleitoral,  essa providência será tomada mais adiante.  “Vamos deixar passar esses 30 dias (a eleição será em 5 de outubro), mas nós vamos encontrar uma solução antes desse prazo”.

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Operação é encerrada com 349 barracas demolidas e milhares de desempregados na capital baiana

do Correio*

Foram derrubadas estruturas nas regiões da Orla Atlântica e da Baía de Todos os Santos.

Nesta quarta, barraqueiros colocaram fogo em entulhos das barracas da praia da Ribeira

A operação de derrubada das barracas da orla de Salvador foi encerrada às 15h desta quarta-feira (25) com um saldo total de 349 demolições. As barracas nas regiões da Orla Atlântica (Praia do Flamengo e a Barra) e da Baía de Todos os Santos (Canta Galo até São Tomé de Paripe) foram postas ao chão entre segunda e hoje. Uma força-tarefa formada por policiais federais, militares e pela guarda-municipal acompanhou os trabalhos de funcionários da Superintendência de Controle e Ordenamento do Uso do Solo do Município (Sucom).

Durante a tarde desta quarta (25), cerca de 50 barraqueiros fizeram uma manifestação em frente à sede da Prefeitura. Eles aguardam o resultado da reunião do prefeito João Henrique e gestores municipais com representantes do Patrimônio da União e do governo estadual para buscar uma solução social e econômica para os comerciantes. A reunião foi realizada durante a manhã, porém, até o momento, nada foi apresentado.

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Até agora, Sucom já derrubou 325 barracas deixando milhares desempregados em Salvador

do Correio*

Barraqueiros colocaram fogo em entulhos das barracas da praia da Ribeira nesta quarta

Dando continuidade à determinação da Justiça Federal sobre as demolições das barracas de praia de Salvador, funcionários da Superintendência de Controle e Ordenamento do Uso do Solo do Município (Sucom) realizam nesta quarta-feira a derrubada das barracas da Cidade Baixa na Boa Viagem, Ribeira e Cantagalo. Até o momento já foram derrubados 85 equipamentos apenas pela manhã. No total, somando todos os dias de trabalhos, 325 barracas já foram demolidas.

Nesta terça-feira (24) 138 estruturas da orla foram ao chão. A ação foi realizada no trecho que vai de Patamares a Pituaçu, e também nas praias do Corsário, dos Artistas, Jardim de Alah, Placaford, Itapuã, Barra, Ondina, Amaralina e Rio Vermelho. As demolições começaram na segunda, com a demolição de 102 barracas.

Todas as 353 barracas espalhadas pela orla devem ser demolidas em um prazo máximo de 11 dias, mas os trabalhos devem ser encerrados na próxima sexta-feira (27). Já os entulhos, segundo a assessoria da Sucom, poderão ser retirados das praias em três meses.

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Jaques Wagner condena derrubada das barracas da Orla de Salvador

do A Tarde

O governador Jaques Wagner, candidato à reeleição pelo PT, disse nesta quarta-feira, 25, durante a Sabatina A TARDE que o problema das barracas na orla de Salvador foi causado por falta de diálogo e negociação prévia. O candidato foi o terceiro a participar da série de entrevistas promovida pelo Grupo A TARDE com os candidatos ao governo do estado e respondeu perguntas de jornalistas, internautas e representantes da sociedade civil.

Wagner classificou a derrubada das barracas de praia como “espetáculo horripilante” e criticou a forma como a Prefeitura conduziu o projeto das estruturas de alvernaria. “Faltou mediação e nunca fui convocado para essa conversa”, respondeu o candidato ao ser questionado sobre o motivo do governo estadual não ter intermediado o conflito entre os barraqueiros e a prefeitura.

“O episódio ficou cheio de heróis dizendo bravatas e acabamos na pior solução possível. Sempre acho melhor uma negociação do que uma sentença” afirmou.

Operação derruba mais 138 barracas nesta terça-feira em Salvador. Barraqueiros tocam fogo no entulho

do Correio*

Demolições começaram na segunda, quando 102 estruturas foram ao chão.

A operação para demolição das barracas da orla de Salvador derrubou 138 estruturas nesta terça-feira (23). A ação foi realizada no trecho que vai de Patamares a Pituaçu, e também nas praias do Corsário, dos Artistas, Jardim de Alah, Placaford, Itapuã, Barra, Ondina, Amaralina e Rio Vermelho. As demolições começaram na segunda, quando 102 estruturas foram ao chão. Na manhã de hoje, as 27 barracas de Patamares foram as primeiras a serem demolidas.

No final da tarde, barraqueiros queimaram entulhos das barracas em Ondina...

Uma força-tarefa formada por policiais federais, militares e pela guarda-municipal acompanhou os trabalhos de funcionários da Superintendência de Controle e Ordenamento do Uso do Solo do Município (Sucom). Todas as 353 barracas espalhadas pela orla devem ser demolidas em um prazo máximo de 11 dias, mas os trabalhos devem ser encerrados na próxima sexta-feira (27). Já os entulhos, segundo a assessoria da Sucom, poderão ser retirados das praias em três meses.

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Liminar do TRF salva 32 barracas em Ipitanga, mas ameaça continua

do A Tarde

Enquanto em Salvador mais 138 barracas de praia eram demolidas, na terça-feira, 24, em Brasília o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF) determinou a suspensão da demolição de 32 barracas localizadas na praia de Ipitanga, em Lauro de Freitas, segundo a assessoria de comunicação da prefeitura do município.

A prefeitura de Lauro de Freitas entrou com recurso contra a demolição na segunda, 23, mesmo dia em que a prefeita Moema Gramacho conseguiu negociar com a Polícia Federal mais um dia de prazo para que os donos de barracas se preparassem para a retirada.

Em Salvador, desde a segunda, já foram demolidas 240 barracas, entre a Praia do Flamengo e a Barra. Na terça, ao contrário do primeiro dia de retomada da demolição das barracas de praia, permissionários de Patamares trocaram a revolta e o protesto pela resignação. Já em Ipitanga, onde as barracas não haviam sido demolidas até o início da noite, o clima era de tensão.

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Salvador: Barraqueiros prendem garrafas com gasolina ao corpo e afirmam que se matarão

do Correio* | Globo News

Em toda a cidade de Salvador três mil pessoas estão desempregadas com as demolições. Hoje, a praia de Ipitanga foi uma das afetadas pela decisão da Justiça.

Os comerciantes das barracas de praia de Ipitanga, em Lauro de Freitas, estão concentrados nos equipamentos com garrafas de gasolina presas aos corpos afirmando que se matarão caso o processo de demolição seja realizado. Eles esperam o resultado de uma ação cautelar que pede o adiamento das demolições para que seja preservada a integridade dos barraqueiros. A expectativa é de que uma posição seja divulgada ainda nesta terça-feira (24).

Os proprietários das 66 barracas distribuídas em Ipitanga ainda argumentam que, apesar de 32 equipamentos estarem na área de Salvador, os impostos sempre foram pagos à prefeitura de Lauro de Freitas. Em toda a cidade de Salvador três mil pessoas estão desempregadas com as demolições. Apenas na manhã desta terça, até o momento, 66 barracas já foram demolidas em praias como Corsário, Patamares e Placafor. Nesta segunda-feira, 102 barracas da orla de Salvador foram ao chão.

A prefeitura divulgou uma nota informando que realizará uma reunião na manhã desta quarta-feira com representantes do governo federal para discutir uma opção de renda para os comerciantes. A prefeitura ainda informou que está verificando a liberação de um crédito especial para que os barraqueiros possam iniciar novos empreendimentos.

Tumulto e confusão marcam início da derrubada de barracas em Salvador

do Correio* | A TARDE

A equipe esteve primeiro na praia de Ipitanga, mas houve resistência dos trabalhadores que montaram barricadas de isolamento e se colocaram à frente das máquinas.

Equipes da prefeitura, com apoio das Polícias Militar e Federal, iniciaram na manhã desta segunda-feira (23) a demolição das barracas de praia que resistiam na orla de Salvador. Segundo informações de Alan Rabellato, presidente da associação dos comerciantes em barracas de praia, a equipe esteve primeiro na praia de Ipitanga, mas houve resistência dos trabalhadores que montaram barricadas de isolamento e se colocaram à frente das máquinas. O grupo então decidiu, ainda segundo Rabellato, começar os trabalhos pela Praia do Flamengo, onde os barraqueiros já haviam desocupado estabelecimentos como a Barraca do Lôro, Marguerita e Cancun.

Em Patamares também há sinal de que os comerciantes irão resistir ao cumprimento da ordem da Justiça. Os trabalhadores iniciaram um protesto na pista, no sentido Itapuã, incendiando materiais como pedaços de madeira.

Ontem, nas praias da capital baiana, o cenário já era de desolação. No último dia antes do início das demolições, houve quem se adiantasse para retirar material de trabalho, alimentos e bebidas dos estabelecimentos. Mas, segundo o advogado dos barraqueiros, João Maia Filho, a classe garante resistir, até com bombas caseiras, à força-tarefa montada pela Polícia Federal, que cumpre a determinação do juiz da 13ª Vara Cível Federal, Carlos D’Ávila Teixeira.

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Barraqueiros da orla de Salvador fazem barricadas para impedir demolição de estruturas e o clima de tensão aumenta

do A Tarde

Barracas vazias, um dia antes da demolição

Os barraqueiros das praias de Ipitanga e Patamares fazem barricadas nas imediações de seus comércios na manhã desta segunda-feira, 23. O objetivo deles é impedir a demolição de 352 barracas, que está prevista para começar hoje. Policiais federais começam a chegar à orla para acompanhar a derrubada das estruturas, mas os comerciantes dizem que não vão sair de dentro das barracas.

A proprietária da barraca do Lôro, na Praia do Flamengo, Rosana Santiago, reclama da falta de mandado para derrubar as estruturas. “Parece cena de guerra com tantos policiais aqui, mas eles não têm nenhuma petição da Sucom ou da União autorizando a demolição”, reclama.

A Justiça já havia autorizado a derrubada, mas não tinha definido o cronograma de início dos serviços. Na tentativa de chegar a um acordo, os barraqueiros ocuparam a Câmara de Vereadores na semana passada. Em maio deste ano, 98 barracas foram demolidas.