Artigos com o marcador acm
Derrota de Paulo Souto oficializa o fim do ‘carlismo’ na Bahia
04/10/10
iG
Estado realizou a primeira eleição majoritária sem a presença física de ACM. Ausência do falecido cacique baiano confundiu ex-aliados e pavimentou caminho do PT à vitória.

ACM cumprimenta o então governador da Bahia, Paulo Souto, durante evento religioso em 2006
Pela primeira vez na história recente da política baiana, uma eleição para o governo do Estado não terá a presença de Antônio Carlos Magalhães. Ausente desde 2007, quando morreu em São Paulo vítima de infecção generalizada, o ex-senador teve sua ausência sentida por seus antigos aliados e a dissolução de seu bem-sucedido modelo político, o ‘carlismo’, tornou a política baiana mais complexa e bem menos polarizada nos últimos três anos.
O falecido senador fez parte do cenário político estadual de 1954 até 2007, um ano depois de ter visto o maior revés de sua carreira: a eleição de Jaques Wagner (PT) para o governo do Estado no 1º turno em cima de seu candidato, Paulo Souto (DEM). Agora, sem sua influência e prestígio junto ao eleitorado, a Bahia aprende a ouvir outras vozes e eleger novos líderes, ao mesmo tempo em que assiste a uma desorientação dos antigos ‘carlistas’.
ACM volta através da campanha eleitoral na televisão
19/08/10
do A Tarde
O que mais me chamou a atenção, no primeiro dia de propaganda eleitoral gratuita dos candidatos ao governo da Bahia, foi o retorno da figura do falecido senador Antonio Carlos Magalhães (morreu em julho de 2007) ao cenário político baiano, após ter sido completamente deixado de lado nas eleições municipais de 2008, inclusive pelo seu neto, que foi um dos candidatos à prefeitura de Salvador.

Na ocasião, pouco mais de um ano após a morte daquele que tanto marcou a vida pública da Bahia e do Brasil em pelo menos três décadas, nenhum candidato a vereador ou a prefeito teve coragem de mandar fazer um cartaz ao lado de sua foto. E o deputado federal ACM Neto fez a sua campanha a prefeito pichando os muros de Salvador usando somente a palavra “Neto”, “esquecendo” e desvinculando-se da sigla que seu avô tornou famosa em todo o Brasil.
A campanha de Paulo Souto (DEM-PSDB) relembrou seus vínculos com ACM, na tentativa de restaurar parte da força que o grupo carlista já teve na Bahia e que se fragmentou após o desaparecimento da sua principal liderança.

















