Ciências

Nasa descobre planeta semelhante à Pandora, do filme Avatar

O Globo

Astro pode conter água líquida em sua superfície. Nasa anunciou novos dados da sonda Kepler nesta segunda-feira (5).

A agência espacial norte-americana (Nasa) anunciou nesta segunda-feira (5) a descoberta do primeiro planeta com tamanho parecido com o da Terra e que gira ao redor de uma estrela parecida com o Sol. O planeta fica a 600 anos-luz de distância e foi detectado pela sonda Kepler, lançada em 2009 com o objetivo de descobrir novas “Terras” pelo espaço.

"Kepler 22b" recebeu apelido de "Pandora" nos corredores da Nasa

Outra característica do astro é que ele se encontra a uma distância da estrela que pode permitir o desenvolvimento de água líquida e atmosfera, condições ideais para o surgimento da vida como a conhecemos. Quando um planeta se encontra nessas condições, diz-se que ele está em uma “zona habitável” (em inglês também é comum o termo “goldilocks”). O planeta recebeu o nome de Kepler 22b. Sua descoberta será relatada na revista “The Astrophysical Journal”, uma das principais publicações científicas sobre astronomia. O astro já recebeu apelido de “Pandora”, planeta cenário do filme “Avatar”, nos corredores da Agência Espacial Americana.

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Gravidade da Terra não tem força suficiente para atrair o asteroide 2005 YU55, dizem cientistas

Último Segundo

Apesar do corpo celeste, de 400 metros de diâmetro, chegar a uma distância menor que a Lua, o planeta não corre risco.

Nasa divulgou novas imagens da rocha que passa perto da Terra, nesta terça-feira

Um asteroide de 400 metros de comprimento passará perto da Terra na terça-feira (8), em uma aproximação rara que não representa risco de impacto para o planeta. Quando eles se aproximar, às 21h28 (horário de Brasília) desta terça-feira (8) ele estará a apenas 324.600 quilômetros da superfície da Terra – mais próximo que a Lua. O fenômeno representa uma ótima oportunidade para astrônomos de todo o mundo poderem estudar asteroides e sua rota.

A trajetória do asteroide 2005 YU55 é bem conhecida dos cientistas e não representa nenhum problema de impacto na Terra. Até mesmo a influência gravitacional do asteroide não terá efeito detectável no planeta, não alterando as marés e muito menos nas placas tectônicas. Se o tempo permitir, curiosos poderão ter a chance de ver, com o auxílio de um telescópio com lente de diâmetro de 15 cm, uma pequena mancha do asteroide no céu. Também será possível observar o fenômeno no Brasil, porém a visualização será melhor no Hemisfério Norte.

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Mosquito transgênico é testado em Juazeiro para combater a dengue

Rede Bahia | G1

Pesquisadores acreditam que somente daqui a seis meses poderão saber exatamente quanto diminuiu a população do mosquito transmissor.

Os pesquisadores criaram um mosquito transgênico para ajudar na prevenção. Além de comida, agora tem mosquito geneticamente modificado. A reportagem foi até a cidade de Juazeiro, onde os testes estão sendo feitos. O laboratório é uma extensão do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo, onde começaram os primeiros estudos no Brasil para produzir o mosquito da dengue geneticamente modificado.

Para saber por que esse laboratório foi parar no sertão da Bahia, é preciso falar primeiro de outro inseto: a mosca da fruta, que destrói plantações de frutas. Em Juazeiro fica em uma das maiores regiões produtoras de frutas do país. Para diminuir a infestação, os agricultores já usam moscas estéreis. Eles cruzam com fêmeas e os ovos delas não conseguem se desenvolver. Assim a população diminui. Os pesquisadores aproveitaram esta estrutura usada pelos agricultores para ampliar as pesquisas sobre o mosquito da dengue geneticamente modificado.


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Paraplégico dá primeiros passos após transplante pioneiro na Bahia

Rede Bahia | G1

Policial militar voltou a movimentar as pernas após nove anos. Foram usadas células-tronco mesenquimais retiradas do próprio paciente.

Após seis meses do transplante de células-tronco realizado em Salvador, o major da Polícia Militar, Maurício Ribeiro, deu os primeiros passos.  Ele caiu de um telhado e passou os últimos nove anos sem nenhum movimento da cintura para baixo. ”Eu dei o passo e me senti estranho, porque nove anos sem caminhar e perceber que eu estava conseguindo fazer isso sobre minhas próprias pernas. Então, foi uma sensação muito boa”, emociona-se Maurício.

A cirurgia foi realizada depois de cinco anos de pesquisa. No procedimento, os médicos retiraram do osso do quadril do próprio paciente células-tronco mesenquimais, que têm grande capacidade de se transformar em diversos tipos de tecido, e injetaram diretamente no local onde a coluna foi atingida.


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Experimento de brasileiro permitirá que tetraplégicos “sintam” objetos

Último Segundo

Neurocientista Miguel Nicolelis anunciou resultados positivos em testes realizados com macacos. Tecnologia permitirá desenvolvimento de próteses biônicas.

O experimento permitiu ao animal sentir o objeto virtual apenas com a força do pensamento

Mover objetos virtuais a partir do pensamento e com o auxílio de uma prótese ligada ao cérebro já é complexo. Agora, pesquisadores liderados pelo neurocientista brasileiro Miguel Nicolelis conseguiram avançar esta tecnologia e demonstrar que é possível também sentir e movimentar objetos virtuais a partir do pensamento.

O teste realizado em dois macacos rhesus é inédito por juntar movimento e sensação tátil. No futuro próximo, pacientes paralisados por lesões na medula espinhal poderão recuperar não só o movimento, mas as sensações por meio de um exoesqueleto com esta tecnologia, por exemplo.

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Computador avalia ondas cerebrais e reconstrói imagens de filmes

Associated Press

Técnica pode, no futuro, ajudar cientistas a criar ‘leitor de pensamentos’. Cientistas usaram ressonância magnética ligada a computador.

Parece coisa de ficção científica: enquanto voluntários assistiam a trechos de filmes, uma máquina acompanhava suas atividades cerebrais. E a partir destas informaçoes, um computador fazia uma reconstrução parcial das imagens que as pessoas estavam acompanhando.

Imagens de filmes (acima) e as recriadas por computador

Cientistas divulgaram os resultados da experiência nesta quinta-feira e especularam que a técnica pode servir em breve para transformar sonhos e alucinações em imagens. No futuro, a tecnologia pode ainda ajudar a vítimas de derrames ou outras pessoas que tenham dificuldade de se comunicar, segundo o neurocientista Jack Gallant, pesquisador da Universidade da Califórnia em Berkley, co-autor do estudo.

Gallant acredita que a técnica servirá um dia para reconstruir um sonho ou outros “filmes mentais”, com qualidade suficiente para que as imagens sejam reconhecidas. O experimento inicial usou cenas capturadas pelos olhos, e ainda é incerto se seria possível utilizar a mesma ferramenta para recriar imagens geradas pelo cérebro.

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Por R$ 239 milhões, empresa russa promete colocar qualquer pessoa em órbita lunar a partir de 2014

Band

Astronautas vão dividir espaço com cidadãos comuns nas cápsulas Soyuz a partir de 2014. Viajantes poderão ir para a órbita do satélite.

ISS pode abrigar os turistas espaciais, de acordo com o projeto

O sonho de conhecer o espaço está cada vez mais próximo de se tornar possível – pelo menos para quem puder pagar cerca de US$ 150 milhões (R$ 239 milhões). A Energia, empresa russa que produz as cápsulas Soyuz, anunciou ontem que vai começar a levar turistas para a órbita da Lua a partir de 2014.

Segundo o presidente e engenheiro chefe da companhia, Vitali Lopotá, as novas naves Soyuz estarão especialmente equipadas para programas comerciais com tripulantes não profissionais – ou seja, pessoas que nunca tiveram experiência como astronautas.

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Viagem no tempo é impossível, diz experimento em Hong Kong

Info Online

Cientistas afirmam ter encerrado um debate de mais de 10 anos e comprovado que um único fóton não pode viajar mais rápido do que a luz. O experimento não apenas mostraria que a teoria elaborada por Albert Einstein estava certa –e que nada viaja mais rápido do que a luz no vácuo – como poderia encerrar as esperanças de algum tipo de viagem do tempo baseada na superação dessa velocidade.

Um grupo de físicos da Hong Kong University of Science and Technology (HKUST) liderados pelo professor Shengwang Du demonstrou que um único fóton (unidade básica da luz) também obedece à teoria da Relatividade de Einstein, e não consegue viajar mais rápido do que os 2.998 x 108 m/s da luz. Com a ajuda de lasers, os cientistas conseguiram separar um único fóton e medir sua velocidade no vácuo, encerrando um debate sobre a verdadeira velocidade da informação carregada por estas partículas.

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Lançamento da Atlantis encerra 30 anos do programa de ônibus espaciais

BBC Brasil

O atual programa espacial passou a ser considerado dispendioso e pouco prático pelas autoridades americanas.

O ônibus espacial Atlantis foi lançado nesta sexta-feira no Cabo Canaveral, na Flórida (sul dos Estados Unidos), para a missão que marca o fim do programa de 30 anos de ônibus espaciais da Nasa, a agência espacial americana. O lançamento da Atlantis ocorreu às 11h30 pelo horário local (12h30 em Brasília), depois de muita expectativa devido ao mau tempo.

As condições permaneceram favoráveis ao lançamento por quase toda a manhã, mas, com a piora do tempo nas horas que antecederam a partida, houve temores de que ele fosse seria adiado. Engenheiros chegaram a cogitar o adiamento do lançamento por causa do mau tempo na Flórida. Uma grande multidão se concentrou em Cabo Canaveral desde antes do amanhecer, para assistir ao lançamento.

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Responsável pela contenção da radioatividade em Chernobyl defende o uso da energia nuclear

G1

Milhares morrem nas estradas e mesmo assim todos usam carros, compara. Yuri Zelinski coordenou limpeza e construiu ‘sarcófago’ de usina em colapso. Ele desafia nações a buscarem por novas fontes de energia elétrica, de igual eficiência as usinas nucleares.

Yuri Zelinksi dá entrevista em seu escritório em Kiev: apesar de ter vivido o maior desastre nuclear da história, ele defende o uso de energia nuclear

No dia seguinte à explosão do reator 4 da usina de Chernobyl, há 25 anos, o engenheiro Yuri Zelinksi, que então trabalhava numa fábrica de equipamento de proteção para funcionários de instalações nucleares, foi chamado pelo governo soviético para ajudar a coordenar os trabalhos de contenção do desastre em território ucraniano.

Nos primeiros 20 dias, como conta, ele chefiou os “liquidadores”, milhares de homens chamados para fazer a “limpeza pesada” – juntar o material radioativo, evitando que se espalhasse ainda mais. Depois, passou a organizar a construção do “sarcófago”, uma imensa caixa de aço e concreto erguida às pressas para guardar o reator em colapso e seu combustível nuclear.

Como estão as cidades atingidas por acidentes nucleares:

Apesar de ter vivido de perto o maior desastre nuclear da história, Zelinski defende com veemência o uso de energia atômica. “Todo dia, mil pessoas morrem nas estradas. Mas carros ainda são produzidos e todo mundo usa. Os aviões caem, mas as pessoas voam”, compara. “Cada pessoa que diz que devemos desativar as usinas nucleares deveria parar de usar energia elétrica”, defende.

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Cientistas americanos podem ter descoberto acidentalmente a cura para a calvície

Estadão

Cientistas criam substância que faz crescer pelos em ratos e que poderá ajudar humanos.

A descoberta acidental de uma substância que fez crescer novamente pelos em ratos de laboratório pode abrir caminho para um potencial remédio contra calvície em seres humanos. Os cientistas da Universidade da Califórnia (EUA) fizeram a descoberta, de forma inesperada, ao conduzir pesquisas sobre as maneiras como o estresse pode afetar as funções gastrointestinais.

Utilizaram então ratos geneticamente modificados para produzir em excesso corticotropina ou CRF (corticotrophin-releasing factor), um hormônio de estresse. Ao envelhecer, os roedores começaram a perder os pêlos, principalmente nas costas, ao contrário do grupo controle de ratos não modificados geneticamente.

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Astronauta diz que EUA já possuem tecnologia para viagem à Marte

Info Online

O astronauta Dan Barry adoraria visitar outras estrelas — algo que, acredita, será simples no futuro.

Com três viagens pela NASA no currículo, ele caminhou no espaço por quatro vezes. “É como ter superpoderes e voar como o Super-Homem. A Terra é linda”, diz. Para Barry, a humanidade precisa viajar para Marte urgentemente. Hoje professor da Singularity University, ele veio a São Paulo para dar um curso na faculdade Fiap e falou com a INFO.

INFO – Quando poderemos viajar para Marte?

DAN BARRY – Temos a tecnologia e o conhecimento necessários para mandar seres humanos para Marte agora. É só uma questão de decidirmos viajar e de gastarmos o dinheiro necessário. Se decidíssemos fazer isso hoje, poderíamos mandar alguém dentro de 16 anos. Sairia bem caro.

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Bactéria descoberta por cientistas da Nasa não tem origem ‘extraterrestre’

G1

Equipe encontrou organismo, que cotém arsênico no lugar de fósforo, em lago na Califórnia. Elemento químico na ‘Halomonadaceae’ GFAJ-1 é tóxico para humanos.

Uma equipe da Universidade do Arizona, nos Estados Unidos, descobriu uma bactéria que utiliza arsênio como substituto ao fósforo em sua composição. O organismo foi recém-encontrado no lago Mono, no lado leste da Califórnia, nos Estados Unidos, deixando a comunidade científica em suspense. O achado abre espaço para novas concepções de vida, não baseadas nas formas tradicionais conhecidas.

Os cientistas participam de um grupo de pesquisa financiado pela agência espacial norte-americana (Nasa), que promoveu uma apresentação da descoberta na tarde desta quinta-feira (2). O pronunciamento foi feito após informações sobre a pesquisa terem chegado ao conhecimento público, gerando especulações sobre algum anúncio relacionado a vida extraterrestre.

O fósforo é um dos elementos básicos à vida, encontrado geralmente na forma inorgânica na natureza, como fosfato. Mas uma equipe integrada pelos astrobiólogos Ariel Anbar e Paul Davies publicou um artigo na revista “Science” no qual mostra a existência de uma bactéria inédita, com outra base de composição. A aposta da autora principal do artigo, a cientista Felisa Wolfe-Simon, que já fez parte de grupo de pesquisa liderado por Anbar é de este novo organismo abre margem para novas interpretações sobre os seres vivos, inclusive fora do ambiente terrestre.

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Stephen Hawking: “não é preciso um Deus para criar o Universo”

Terra

Em seu mais recente livro, The Grand Design (O Grande Projeto, em tradução livre), o cientista britânico Stephen Hawking (foto), afirma que “não é preciso um Deus para criar o Universo”, pois o Big Bang seria “uma consequência” de leis da Física.

“O fato de que nosso Universo pareça milagrosamente ajustado em suas leis físicas, para que possa haver vida, não seria uma demonstração conclusiva de que foi criado por Deus com a intenção de que a vida exista, mas um resultado do acaso”, explicou um dos tradutores da obra, o professor de Física da Matéria Condensada David Jou, da Universidade Autônoma de Barcelona.

Há 22 anos, em seu livro Uma Nova História do Tempo, Hawking via na racionalidade das leis cósmicas uma “mente de Deus”. O cientista inglês acredita agora que as próprias leis físicas produzem universos sem necessidade de que um Deus exterior a elas “ateie fogo” às equações e faça com que suas soluções matemáticas adquiram existência material.

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Planeta com tamanho e atmosfera similares à Terra é descoberto

G1

Detecção foi feita por equipe de astrônomos norte-americanos. Astro está localizado a 20 anos-luz de distância do Sistema Solar.

A ilustração mostra um formato possível para o exoplaneta que orbita a estrela Gliese 581, a apenas 20 anos-luz de distância da Terra

Um astro com apenas três vezes o tamanho da Terra foi detectado a 20 anos-luz, orbitando uma estrela da constelação de Libra conhecida como Gliese 581. Astrônomos da Universidade da Califórnia e da Carnegie Institution de Washington afirmam que o planeta é o primeiro a apresentar potencial real para conter vida. A descoberta foi divulgada nesta quarta-feira (29) pela Fundação Nacional de Ciência dos Estados Unidos.

O astro fica em uma região na qual os astrônomos julgam que um planeta pode apresentar água líquida para formar oceanos, rios e lagos. No local, a distância da estrela permitiria um ambiente com clima ameno, nem tão frio, nem tão quente. A órbita do planeta ao redor da estrela Gliese 581 dura pouco mais de um mês terrestre, com as possíveis estações de ano durando apenas dias.

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