Terra

Para combater a fuga de traficantes do Rio de Janeiro para a Bahia, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) intensificou desde segunda-feira as fiscalizações e abordagens na BR-101 e na BR-116, nos trechos dos municípios baianos de Eunápolis e Vitória da Conquista, respectivamente. A PRF anunciou a medida, batizada de “Operação Fecha Porteira”, nesta quarta-feira.

De acordo com a PRF, todos os policiais da Bahia foram alertados para a possibilidade de fuga de traficantes cariocas para Estados próximos ao Rio, mas a operação nas BRs busca cobrir aquelas que são consideradas as principais portas de entrada da Bahia para quem vem do Sudeste. A operação deverá ocorrer até o dia 10 de dezembro, mas o prazo pode ser prorrogado conforme as circunstâncias. A partir desta quarta-feira, policiais militares também começam a participar das atividades em Eunápolis e Vitória da Conquista, somando forças com a PRF para combater o crime organizado.

Violência

Os ataques tiveram início na tarde de domingo, dia 21, quando seis homens armados com fuzis incendiaram três veículos por volta das 13h na Linha Vermelha. Enquanto fugia, o grupo atacou um carro oficial do Comando da Aeronáutica (Comaer). Na terça-feira, todo efetivo policial do Rio foi colocado nas ruas para combater os ataques e foi pedido o apoio da Polícia Rodoviária Federal (PRF) para fiscalizar as estradas. Ao longo da semana, Marinha, Exército e Polícia Federal se juntaram às forças de segurança no combate à onda de violência que resultou em mais de 180 veículos incendiados.

Na quinta-feira, 200 policiais do Batalhão de Operações Especiais (Bope) tomaram a vila Cruzeiro, no Complexo da Penha. Alguns traficantes fugiram para o Complexo do Alemão, que foi cercado no sábado. Na manhã de domingo, as forças efetuaram a ocupação do Complexo do Alemão, praticamente sem resistência dos criminosos, segundo a Polícia Militar. Entre os presos, Zeu, um dos líderes do tráfico, condenado pela morte do jornalista Tim Lopes em 2002.

Desde o início dos ataques, pelo menos 39 pessoas morreram em confrontos no Rio de Janeiro e 181 veículos foram incendiados.