Mãe de Joanna pede a testemunhas que liguem para Disque-Denúncia
do G1
Ela deu entrevista no programa Ana Maria Braga nesta manhã. Delegado responsável pelo caso classifica investigação como ‘dificílima’.
A mãe da menina Joanna Cardoso Marcenal Marins, de 5 anos, Cristiane Marcenal, fez um apelo, na manhã desta terça-feira (17), às testemunhas do caso, para que liguem para o Disque-Denúncia, a fim de ajudarem a esclarecer o caso da morte da menina. Cristiane, que é médica cardiologista, deu entrevista ao programa Mais Você da apresentadora Ana Maria Braga.
“Todas as pessoas que estiveram com ela no período em que eu não a vi, se viram qualquer coisa, alguma testemunha se ela se machucou, que por favor denunciem, tem o Disque-Denúncia”, pediu ela.
Joanna passou quase um mês em coma e morreu no início da noite de sexta-feira (13). Desde o nascimento da menina, os pais brigaram na Justiça para ficar com a filha. O pai, o funcionário público André Marins, estava com a guarda desde maio.
O padrasto de Joanna, Ricardo Ferraz, acompanhou a mulher no programa. Cristiane voltou a afirmar que a menina nunca teve convulsões, como o pai afirma.
Segundo ela, nenhum dos três hospitais pelos quais a menina passou registrou os ferimentos no corpo de Joanna. Cristiane viu as lesões quando a filha já estava em coma. “Só quando eu fui vesti-la é que vi que ela estava machucada”, disse. A reportagem telefonou para o advogado Luis Guilherme Vieira, que representa André, mas não obteve retorno.
Investigação é “dificílima”, diz delegado
O caso está sendo investigado pela Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (Decav). Também na manhã desta terça, durante o programa Mais Você, por telefone, o delegado titular da Decav, Luiz Henrique Marques Pereira, classificou a investigação como “dificílima”.
“Joanna tinha uma lesão série nas nádegas, que até hoje não sabemos a origem. Preciso saber, mas não tem testemunhas. É uma investigação dificílima. Será concluída, mas não é simples”, afirmou o delegado. Ele também disse que já ouviu pelo menos 15 pessoas.
O laudo das lesões ficará pronto, segundo ele, em 30 a 45 dias. “A demora do laudo é explicada pela necessidade de exames complementares e complexos”, afirmou.
Madrasta foi hostilizada em enterro
Em clima de emoção e revolta, a menina Joanna foi enterrada na tarde de domingo (15), no Cemitério Jardim da Saudade, em Mesquita, na Baixada Fluminense. O pai da criança não compareceu à cerimônia. Cerca de 300 pessoas foram ao enterro. Para homenagear a menina, parentes e amigos da mãe, a médica Cristiane Marcenal, usaram a camiseta ” Joanna, nós te amamos”.
A madrasta da menina chegou a ir até a porta do cemitério, mas desistiu de acompanhar o velório, após amigos e familiares da mãe de Joanna gritar palavras como “assassina” e “bruxa”. Ela saiu escoltada por um amigo. Os parentes de Joanna fizeram cartazes pedindo justiça e exigindo esclarecimentos sobre o ocorrido.
A pedido dos defensores públicos que representam a mãe da menina, peritos particulares contratados pela família acompanharam o trabalho dos técnicos do IML. Só depois do laudo, o delegado vai concluir o inquérito sobre os possíveis maus tratos sofridos pela criança. Um outro inquérito sobre o mesmo caso será encaminhado à justiça já na semana que vem.
Ao ser internada, a menina tinha uma marca nas nádegas semelhante a uma queimadura. A criança passou por três hospitais, entre eles o Rio Mar, na Barra da Tijuca (Zona Oeste), onde foi atendida por um falso médico, que receitou um anticonvulsivo e a liberou desacordada.
Prisão da médica
A médica Sarita Fernandes Pereira e o falso médico, que afirmou ser estudante de medicina, podem responder por cinco crimes, após a morte de Joanna, segundo a polícia do Rio.
A pediatra foi presa no sábado (14) em Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio. O aluno de medicina também teve a prisão temporária decretada e é considerado foragido. Eles foram indiciados por falsidade ideológica, falsidade material, tráfico de drogas (porque o estudante teria aplicado um anticonvulsivo na menina) e exercício ilegal da medicina agravado pelo fato de Joanna ter morrido.
Na Dcav, a médica negou as acusações. Em depoimento a polícia, o falso médico teria dito que Sarita Pereira o contratou e entregou a ele o carimbo com CRM falsificado.
Demissão
A direção do Hospital Rio Mar informou que a médica Sarita Fernandes foi demitida e que, como coordenadora do setor de pediatria, ela foi a responsável pela contratação do falso médico. A direção disse ainda que estuda a possibilidade de entrar com um processo cível e um outro criminal contra a pediatra.
O Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro (Cremerj) abriu uma sindicância na quinta (12) para apurar o atendimento.

há 1 ano atrás
Ana eu fiquei chocada com essa história horrenta, que dor essa mãe deve esta sentido, imagina o sofrimento dessa criança.!!! Justiça. Só isso que pedimos, essas pessoas envolvidas tem que ser pudidas. Juiza, pai madrasta> Isto é um absurdo. Meus sinceros sentimentos para Cristiane a mãe da Joana.
há 1 ano atrás
esta juiza que retirou a Joanna da mãe e deu para o pai matar merece pena de morte …
Esta quadrilha tem que apodrecer na cadeia juiza , pai, madrasta, falso médico para mim são todos assacinos ! Que mundo estamos vivendo até dentro da justiça tem formação de quadrilha …Temos que confiar mesmo so na justiça de Deus e a unica que não falha …
Nada mais vai trazer a Jooanna de volta,que Deus possa confortar o coração da mãe !!!
há 1 ano atrás
pessoas como essas que fiseram isso com essa menina,nao da para chamar de animal, por que os animais saõ mais carinhosos com seus filhotes do que muitos se humano. que deus esteja com essa mãe… que tristeza..